Evolução da Oftalmologia

Optometrista faz exame em paciente. Foto: Tyler Olson / Shutterstock.com

Embora os antigos egípcios já estudassem o órgão da visão a oftalmologia clínica começou realmente com os gregos, mais especificamente com Hipócrates e seus alunos estudando minuciosamente as doenças oculares, pois datam dessa época as primeiras descrições oculares.

Idade Média: conhecimentos rudimentares

● Séc. XVII progressos se aceleraram, a refração ocular é descoberta por Kepler, Descartes e Christoph Scheiner
– Em 1714 ► feito o primeiro cateterismo das vias lacrimais por Dominique Anel
– Em 1737 ► feita a primeira cirugia para corrigir o estrabismo por John Taylor
– Em 1750 ► primeiras descrições sobre deficiências visuais inclusive glaucoma
– Em 1767 ►descrições sobre a cegueira noturna
– Em 1794 ►descrições à cerca de cegueira para as cores

● Séc. XVIII: descobriu-se que o cristalino era a sede da catarata e ocorreram também outros progressos cirúrgicos.
Em 1801 ► descrições sobre o astigmatismo
Em 1803 ► primeiro curso formal de oftalmologia na Universidade de Göttingen
Em 1805 ► abertura da primeira clínica de olhos, com ênfase no ensino.
Em 1851 ► invenção do oftalmoscópio por Hermann Von Helmholtz
Em 1864 ► avanços ópticos obtidos por Frans Cornelis Donders, permitiram a criação de prescrições e adaptações de óculos para deficiências visuais específicas.

● Séc. XX: na primeira metade deste século surgiram as inovações no campo cirúrgico , como a criada por Jules Gonin, para corrigir descolamento de retina. Uma lâmpada que permite observações microscópicas do segmento anterior do olho foi inventada por Allvar Gullstrand e Alfred Vogt.

Os avanços na Oftalmologia não pararam por aí, pois após a segunda guerra mundial, surgiram novos métodos de exames como o eletrorretinograma , a ecografia, a tonografia eletrônica, a gonioscopia, que permitiam diagnósticos mais seguros e precisos. Criaram-se também os bancos de olhos, que auxiliaram na obtenção de córneas para transplantes e no final do séc. XX, através de técnicas microcirúrgicas obtiveram-se resultados mais satisfatórios em cirurgias mais complexas como a queratoplastia e a goniotomia.

Ainda temos progressos incrivelmente notáveis como os métodos de colocação de lentes acrílicas na córnea e as cirurgias corretivas que utilizam raios laser e ecografia.

Atividades e área de atuação do oftalmologista

O médico oftalmologista é capacitado para prescrever tratamento médico de todas as doenças oculares, correção para os problemas de visão e realizar cirurgias nos segmentos clínico e hospitalar, na rede pública ou privada.

Dependendo da sua especialização ele poderá também desenvolver seu trabalho em oftalmo-pediatria, plástica ocular, doenças das vias lacrimais e orbitrárias, estrabismo, cirurgia refrativa, oftalmo-acupuntura, ou dedicar-se à área acadêmica e pesquisas.

É importante que o oftalmologista alerte sempre o seu paciente, para a prevenção e detecção precoce de determinadas doenças oculares ou até do organismo, que tratadas oportunamente garantirão menores ou nenhum prejuízo futuro. O médico oftalmologista atento também poderá auxiliar o seu paciente quanto ao tratamento de outras patologias, quando necessário, como por exemplo problemas relacionados com hipertensão, indicando-lhe a procura de um endocrinologista, ou clínico geral.

Formação profissional

Para tornar-se um oftalmologista será necessário cursar superior em Medicina com duração de seis anos, pós- graduação e residência médica de dois anos em oftalmologia na área de escolha em instituição de saúde, ou realizar estágio em instituição conhecida, com duração de três anos. Os cursos evidentemente deverão ser reconhecidos pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura)

Fique de olho nestas dicas

Algumas características importantes para este profissional da visão:

  • capacidade de observação e organização
  • metodologia
  • facilidade de relacionamento
  • sensibilidade
  • autocontrole
  • disponibilidade constante para o estudo
  • participação com regularidade em palestras, congressos, workshops, com o intuito de manter-se atualizado sobre novos métodos de técnicas e tratamentos diagnósticos, desta forma diferenciando-se e destacando-se no mercado de trabalho